terça-feira, 23 de julho de 2024

DÍZIMOS NÃO MAIS AFASTAM O DEVORADOR.


 A paz do Senhor Jesus Cristo povo lindo.

Permitam-me compartilhar um estudo bíblico com vocês. Confesso que é um pouco comprido, mas entendo que vocês vão gostar muito e que irá responder a dúvidas de muitos. Peço apenas que ponha as lentes de Cristo nos olhos durante a leitura e tentem enxergar a partir de sua condição de participante do Novo Testamento (aliança).

Nosso Senhor Jesus Cristo certa vez disse:

“E ninguém põe vinho novo em odres velhos; de outra sorte, o vinho novo romperá os odres e entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão. Lucas 5:37

No dia em que o nosso Salvador disse isso Ele estava já ensinando seus discípulos (igreja) de que não deveríamos “vestir” os ensinos da nova aliança com a roupagem da Velha aliança.

A velha aliança, em resumo, era aquela feita entre Deus e o povo de Israel, no monte Sinai, da qual todos os que não eram hebreus estavam de fora. A nova aliança é aquela feita a partir do derramamento do sangue de Jesus Cristo na cruz e anunciada na última ceia do Senhor com os discípulos, onde todos os povos passaram a ter acesso, mediante a fé e aceitação de nosso Salvador.

Lembremo-nos de que ao declarar “está consumado”, enquanto todo o seu sangue era derramado, Jesus Cristo garantiu o recebimento da “certidão de quitação de nossas dívidas (pecados)”, liberando os hebreus da antiga aliança e abrindo as portas da graça para todos os povos, para que fizessem parte da nova aliança que agora era firmada.

A lei mosaica não era mais necessária. Jesus cumpriu-a toda. Como Jesus Cristo disse:

“Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido.” Mateus 5:18

Bom, tudo foi cumprido por Jesus, então a lei já não é mais necessária.

Com o sacrifício de Jesus Cristo na Cruz, nossa realidade foi reconfigurada. Por exemplo:

Na nova aliança o Espírito Santo não nos visita mais, agora Ele mora em nós (1 Coríntios 6:19Timóteo 1:14);

Na nova aliança não somos mais salvos por nossas obras, performance ou cumprimento de mandamentos mosaicos, somos salvos pela graça e por meio da fé (Efésios 2:8);

na nova aliança o maligno não toca e nem faz dano algum aos que estão em Cristo Jesus, pois esses tem autoridade sobre o poder do inimigo (Lucas 10:19 e 1 João 5:18). Não é mais minha ação de dizimar que afasta o devorador, é o fato de estarmos em Cristo.

Apesar dessa maravilhosa graça divina, ao longo da história da igreja, percebemos líderes religiosos torcendo a palavra para escravizar fieis às suas vontades. Literalmente tentam colocar a nova aliança nos “odres” da velha aliança.

Isso aconteceu acentuadamente na idade média, quando a igreja católica vendia indulgências e associava as bênçãos e salvação ao valor em bens e dinheiro que uma pessoa “investia” no que eles diziam ser “reino dos céus” ou “obra de Deus”.

Com a reforma protestante tudo foi questionado. Havendo uma significativa redução em tal prática.

Contudo, o inimigo parece manter a mesma estratégia, pois hoje, percebemos autoridades evangélicas, que por desaviso, equívoco, desconhecimento da palavra ou intencionalidade, caem no mesmo erro.

Recentemente ouvi de um líder evangélico a seguinte afirmação:

“o que te livra do devorador é a sua fidelidade com o dízimo”.

Tal mensagem mostra-se uma verdadeira afronta ao sacrifício de nosso Senhor Jesus Cristo.

Por quê?

Permitam-me explicar:

Geralmente quem alardeia tal afirmação, se ampara no livro de Malaquias capítulo 3 versículos de 8 à 11:

Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas.
Com maldição sois amaldiçoados, porque me roubais a mim, vós, toda a nação.

Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança.

E, por causa de vós, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; e a vide no campo não vos será estéril, diz o Senhor dos Exércitos.” Malaquias 3:8-11

 

A grande questão, que não é ensinada, é que essa determinação legal fora dada aos hebreus. E que a chamada casa do tesouro ficava dentro do templo em Jerusalém reconstruído a época de Zorobabel. Ou seja: não era permitido trazer dízimos para qualquer outro lugar.

Nenhuma sinagoga poderia substituir a casa do tesouro no templo.

Além disso, o dízimo era constituído para haver mantimento na casa de Deus, e dele se serviam os levitas que prestavam serviço na tenda da congregação, desde a época de Moisés (Números 18:21). Dar o dízimo era um dos mandamentos da lei Mosaica.

Ocorre que Deus não habita em templos feitos por mãos humanas (Atos 17:24) ou limita sua presença a pontos geográficos. Mas agora habita em seres humanos.

Não há mais templo judaico, logo não há mais serviço levítico obrigatório em templo. Agora tanto o serviço como a contribuição financeira num santuário deve ser voluntário. E se alguém busca servir integralmente como pastor, deve sensibilizar seus liderados que ajudar na manutenção desse serviço é voluntária e uma demonstração de amor, e não uma obrigação.

 

Observamos Abraão dar o dízimo ao sumo sacerdote Melquisedeque, e isso foi uma entrega voluntária, não obrigatória. Observamos que não havia qualquer lei que obrigasse o patriarca a fazê-lo. Abraão não vivia na lei, mas numa aliança de graça também. Haja vista que foi a fé de Abraão que permitira ser considerado justo (Romanos 4:3)

Hoje, estamos na nova aliança em Cristo Jesus. Não é mais o dízimo que nos livra do “devorador”, mas o fato de estarmos em Cristo. O maligno não toca em quem está em Jesus (1 João 5:18).

Dizer que é a “fidelidade nossa, para com a entrega dos dízimos” é o que afasta o devorador, CONSISTE NUMA FRANCA AFRONTA AO QUE JESUS CRISTO ENSINOU.

Alguns têm alardeado de que Jesus não revogou a ordenança do dízimo, e que Ele fez menção de tal. Verdade.

Note que Ele fez menção do dízimo quando falava do que praticavam os fariseus, assim como ele também não falou se o apedrejamento da mulher adúltera era errado ou certo. O fato de Jesus não ter condenado a sentença de apedrejamento, faz dessa uma realidade a ser seguida pelos cristãos hoje???

Quem quiser dar dízimos não está impedido. Aliás, hoje, na nova aliança, podemos dar mais do que dez por cento, se assim nosso coração desejar. Pois ofertamos por liberalidade. Ofertamos e dizimamos voluntariamente e não por obrigação.

Na realidade, quem tem Jesus no coração, enxergará a necessidade de manutenção dos santuários e de sustento a quem se dedica a atender e ensinar os irmãos.

Observamos hoje que multos praticam verdadeiras coações, pois sob a ameaça do “devorador”, tem devora recursos da igreja. Enriquecendo ilicitamente, corrompendo-se. Há instituições religiosas que pregam mais sobre o tanto que os fieis tem que dar em dinheiro do que no tanto que Jesus nos proporcionou em vida.

Alguém pode perguntar:

Mas devemos dar ou não o dízimo???

Tal pergunta não está correta.

O certo é:

dízimo é ou não obrigatório???

Irmãos, a decisão de dar dízimo numa instituição religiosa é vossa.

Se entendes que o pastor da igreja está sendo zeloso para com as almas e que aquele local construído é vital para a cidade, e decides dizimar, não estás errando, apenas estás mostrando que és filho de Deus e conduzido pelo Espírito Santo, o qual tem te direcionado a ser um mantenedor de tal serviço.  

Também podemos entender que outra forma de dizimar é dispensar ajuda financeira aos necessitados, pois se na antiga aliança o dízimo era para prover mantimento na casa do Senhor, hoje, na nova aliança, tendo a ciência de que a casa de Deus são pessoas e não templos de tijolos, enxergamos perfeitamente o ato de dizimar nessa ação. Ou seja,  quando cuidamos da “casa do Senhor”, a saber: pessoas onde Deus mora (Jo 14:23).

Se ainda insistes em utilizar o antigo testamento para “cobrar dízimos”, então o entenda a partir das lentes da nova aliança o que diz em Ageu 1:9:

“Olhastes para muito, mas eis que alcançastes pouco; e esse pouco, quando o trouxestes para casa, eu lhe assoprei. Por quê? — disse o Senhor dos Exércitos. Por causa da minha casa, que está deserta, e cada um de vós corre à sua própria casa.” Ageu 1:9

 

Aí está outro versículo que levianamente tem sido utilizado para supervalorizar templos feitos por mãos humanas em detrimento dos verdadeiros templos onde Ele habita.

Por essa razão Jesus disse:

“Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;
porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e estando enfermo e na prisão, não me visitastes.

Então, eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão e não te servimos?
Então, lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim. “ Mateus 25:41-45

 

NOTEM QUE NA NOVA ALIANÇA, AS AÇÕES DE ABANDONO NÃO RECAEM SOBRE COISAS (TEMPLOS, PÚLPITOS, DÍZIMOS, CARGOS) RECAEM SOBRE VIDAS HUMANAS.

Por isso, entenda: se quiseres dar dízimos num templo, és abençoado, pois seu coração é compreensivo. Pois vês que ter um local para congregar é bom e importante referência num bairro para onde todos podem se dirigir. Mas jamais faça isso, por obrigação frente a imposição de leiou por medo de um devorador, pois biblicamente falando: dízimo não é obrigatórioO devorador não se distancia de você por causa do dízimo, e sim pelo fato de estares em Cristo Jesus.

Para quem costuma ensinar que dar dízimo afasta devorador ou que é algo obrigatório, digo: não posso te impedir a ensinar tal, mas saiba que estás indo contra o que Jesus Cristo ensinouEstás colocando vinho novo em odres velhos.

Dizer que Jesus não se opôs aos dízimos, não legitima a continuidade da obrigação deles. Jesus também não se opôs aos sacrifícios, aos apedrejamentos, aos sábados, aos rituais hebreus, e nem por isso, tais permaneceram obrigatórios após o seu grande Sacrifício.

Se você ajuda pessoas, dizima no templo, ou abençoa ministros eclesiásticos em seu trabalho, faça isso de coração voluntário e alegre, conforme o Espírito Santo te direciona. Jamais sob coação emocional ou espiritual.

Em suma: o dízimo não é obrigatório é voluntário. Não é a entrega do dízimo que nos salva do maligno é o fato de estarmos em Cristo Jesus. Não existe mais templo judaico, não há mais casa do tesouro. Na realidade Deus não habita mais em templos feitos por mais humanas. Ele rasgou o véu de alto a baixo, para morar no coração de cada um de nós. Investir na obra de Deus, não consiste em dar dinheiro para instituições religiosas. Isso é uma distorção bíblica maléfica. Investir na obra de Deus é investir em vidas humanas.

As instituições religiosas que porventura ensinem essa verdade, mostram-se merecedoras de serem ajudadas financeiramente pela igreja de Deus. De maneira que se querem sensibilizar o povo a contribuir, façam isso com fé que o mesmo Jesus que mora no coração das pessoas, os conduzirá a fazê-lo com alegria e prazer e não sob coação moral ou espiritual.

Por último deixo algumas dicas para quem interessar possa:

·         Aos Líderes religiosos que se importam mais com as metas financeiras de sua instituição do que com a vida dos irmãos, convertam-se! Pois um dia vocês terão que prestar contas pelos seus atos;

·         Aos que mesclam ensinos do novo testamento com os odres do antigo testamento, parem de fazê-lo! Pois isso se aproxima do que chamamos de “blasfêmia contra o Espírito Santo”.

·         Irmãos sejam sensíveis as necessidades dos líderes que realmente estão trabalhando para Cristo, por meio do ensino, auxílio às almas aflitas, ajuda aos necessitados e contribuam com seu ministério;

·         Líderes evangélicos: todo e qualquer valor de contribuição da igreja ao santuário é para manutenção desse, para o sustento de quem exclusivamente se dedica ao ministério, para ajudar necessitados e não para ser desviado para outro fim;

·         O que o membro de uma instituição religiosa deu em uma oferta foi o que ele sentiu de dar naquele dia; tirar duas, três, quatro ou mais ofertas no mesmo culto beira a imoralidade ética e espiritual;

·         Se pedirem ajuda extra para alguém, dê toda o valor arrecadado para o tal.

Um abraço à todos.

terça-feira, 20 de julho de 2021

“TEMPLOLATRIA”: UMA AMEAÇA REAL A VERDADEIRA COMUNHÃO.

 

Observando os preceitos entre Deus e os homens, pode-se dizer que a idolatria é um dos piores desvios espirituais que algum adorador pode cometer. De forma geral, pode-se entender por idolatria o ato de se reverenciar, venerar, se prostrar diante de imagens de esculturas ou mesmo diante de seres vivos.

Entretanto, se pararmos para analisar o cenário atual do que chamamos cristianismo evangélico, podemos detectar uma estratégica, e camuflada, forma de idolatria que passa desapercebido aos olhos de muitos. Inclusive de pastores: a idolatria ao templo, ou a instituição religiosa. Tal podemos chamar de “templolatria.

Na antiga aliança entre Deus e Israel o que era denominado de “Casa de Deus”, tratava-se do grande Templo em Jerusalém, inicialmente construído pelo rei Salomão, filho de Davi. Durante a vigência da aliança antiga, quem quisesse estar mais perto de Deus, deveria ir até Israel; chegando lá, deveria ir até Jerusalém e se dirigir ao templo.

Ocorre que se você não fosse o sumo sacerdote, terias que ficar apenas no átrio. Isso era o mais próximo da visitação de Deus que qualquer outra pessoa podia chegar. Por isso Davi disse: “mais vale um dia nos teus átrios do que em outras partes mil. Davi não teve o privilégio de viver a aliança em Cristo nesta Terra.

Quando Jesus Cristo veio, Ele começou a anunciar que chegaria a hora em que os verdadeiros adoradores, não adorariam em templos, mas em espírito e em verdade. Ao morrer na cruz, e instituir a nova aliança, fazendo caducar a antiga, Jesus transfere o lugar de adoração. De um lugar fixo num ponto geográfico, a Casa de Deus passa a ser o coração de cada um que o aceita.

Deus ratificou a instituição de sua nova casa na Terra, rasgando o véu, que separava o lugar santíssimo do lugar santo, de alto a baixo. A partir desse momento, os primeiros cristãos começaram a ensinar que: “Deus não habitava em templos feitos por mãos humanas” (Atos 17:24) mas habita em nós (João 14:23).

Com o entendimento de sermos nós a Casa Divina, a igreja de Cristo cresceu em cada residência cristã. Mas passados séculos, alguns líderes cristãos, de uma forma gradativa, inclinaram o coração do povo a focarem na instituição religiosa ao invés de focar em Cristo. Ensinou-se ao longo da história que todos devia devoção a igreja institucional. Chegou-se a entender que era a “igreja institucional” aquela que poderia retirar almas do inferno e leva-las para o céu.

Com a reforma protestante a redescoberta da salvação pela graça, diminuiu o pavor de não ter um templo físico para adorar. Redescobriu-se a adoração em espírito e em verdade. Contudo, passados mais de quinhentos anos da reforma, nos deparamos com o mesmo problema.

É comum subirem nos púlpitos dos templos alardeando que o povo precisa vir até a casa de Deus e trabalhar nela. Chegou-se ao ponto de muitos confundirem o trabalho voluntário num templo com a obra de Deus. Muitas pessoas inclusive deixam suas famílias para realizar alguma tarefa no templo, cuidando que assim fazendo, fizeram algo para Deus. Tentam através disso conquistar o céu por meio de obras.

No ano de 2020, em pleno período de isolamento social em face da pandemia, tive que sair para  comprar alguns mantimentos. Tamanho foi o meu espanto ao ouvir de uma senhora, que conversava com a atendente, que não via a hora de abrirem novamente os templos pois, segundo ela: tinha mais desejo de estar dentro de um templo fazendo algum serviço do que com a sua própria família.

Ao ouvir isso me perguntei: onde estamos errando meu Deus?! Pois a própria bíblia diz que se alguém não cuida de sua família negou a fé e é pior que o infiel (I Timóteo 5:8). Quantas pessoas entraram em colapso espiritual por não irem a um templo. Muitos não conseguem mais adorar ao Senhor onde estão. Não sabem que são capazes de cultuar e até cear em reuniões de família. Não acreditam que em suas casas podem usufruir do poder de Deus.

Ao chamarem os templos cristãos de “casa de Deus”, muitos, voluntária ou involuntariamente, torcem a verdade bíblia e colocam o vinho da nova aliança nos odres da velha aliança. Ao pregarem que paredes de tijolos são a casa do Senhor, afastam os liderados de Deus. Pois imprimem em seus corações a ideia de que se não forem aos templos não podem estar em contato com Deus.

Não bastasse isso, ainda rotularam os templos. Fazendo assim promoveram uma satânica disputa de quem seria o detentor do “mapa ao tesouro celeste”. Uma rivalidade maléfica tem abarcado muitas instituições religiosas. Rivalidade tal que põe inveja em muitas torcidas organizadas. A situação tem ficado tão crítica que nos aproximamos de uma indefinição do que realmente existem em nossos dias. Afinal, hoje tempos campos eclesiásticos para melhor organização do povo ou “feudos clericais” para a manutenção de um império?

Não sou contra a construção e melhorias de templos. É bom ter um lugar para se reunir e cultuar a Deus juntos. O problema está em transformar uma construção num objeto de idolatria. Muitas pessoas tem mergulhado tanto na ideia do templo ser um local sobrenatural, que entram em colapso psicológico quando não conseguem descobrir qual dos templos, instituições ou denominações consistem na real casa de Deus.

Muitos tem se tornado adoradores de placas denominacionais. Pelejas, porfias, intrigas têm marcado os templos, principalmente no Brasil. Isso não provém de Deus.

É preciso deixar claro que templos construídos por homens são úteis e bons quando usados de forma correta, porém eles não são a casa de Deus. Nós é quem somos. Quando algum líder exalta a instituição religiosa que dirige, pregando sua “grandeza”; em detrimento a pregação da verdade que é Cristo, aquele está não só se afastando de Deus, mas a todos que sob sua direção estão.

Muitos citam Ageu 1:4 para advertir sobre a frequencia no templo, mas não atentam que, na nova aliança em Cristo, a casa que não deve ser esquecida são pessoas. São as almas que não podem ser abandonadas; são elas que não podem estar vazias. Assim, para buscar quebrar essa idolatria templal é necessário que todos saibam algumas verdades da Nova Aliança em Cristo Jesus:

·       Deus habita em nós;

·       Construir templos de tijolos não é trabalhar para o Reino de Deus; ajudar templos humanos o é;

·       Contribuir com uma instituição religiosa para aquisição de imóveis, construções e reformas em templos não é semear ou ajuntar tesouro nos céus, isso é apenas um esforço humano para melhorar os locais de ajuntamentos; focar nas almas humanas e suas necessidades espirituais, emocionais e materiais, de maneira a conseguir trazê-las à Cristo é o real ajuntamento de tesouros no céu.

Então meu irmão, observando o exemplo do templo de Jerusalém, e como foi derrubado até hoje, aprenda: Deus não se interessa em morar em edifícios feitos por homens. Ele quer habitar em você. Apenas creia em Jesus Cristo como salvador e verás como a bondade Dele se fará presente em sua vida.

Graça e paz para todos.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

SEU TEMPLO DE TIJOLO NÃO É A CASA DE DEUS.

 

Durante muitos anos eu cri que aquela construção bonita, com bancos e um púlpito à frente, era a casa de Deus. Assim eu aprendi, e assim também, por muito tempo, em ensinei. Mas com o passar dos anos ao invés de só ler a bíblia eu resolvi seguir a ordem de Jesus: passei a examiná-la.

Os fariseus nos tempos de Jesus conheciam sobremaneira as escrituras. Provavelmente eles também recitavam trechos longos, por tê-los decorado de tanto ler. Mas esses sofreram uma grande decepção quando Jesus lhes disse: “errais não conhecendo as escrituras, e nem o poder de Deus”.

Creio que muitos pensaram: “sou doutor da lei. Como não conheço as escrituras?”. Jesus, pois ensinou: “Examinai as escrituras”. Bom, examinando as escrituras, descobri que cometia um grande erro ao longo de minha trajetória: aquele grande templo de tijolos, cimento e ferro que frequento, o qual agora prefiro chamar de santuário (pois abriga santos) NÃO É A CASA DE DEUS!

Permita-me explicar.

Durante séculos o único lugar reconhecido pelo povo judeu como “casa de Deus” era o templo em Jerusalém. Deus manifestava a sua glória nele desde os dias de sua inauguração por Salomão. Chegando, em 1 Reis 9:3, a dizer que poria ali o seu nome. Por séculos, o templo foi chamado de Casa de Deus.

Entretanto, depois de um longo período de exílio, os judeus regressaram a sua terra. Nesse tempo o povo samaritano que lá habitava, construiu um templo, onde se adorava a Deus, embora de forma mesclada com elementos hebreus e pagãos. Isso foi o suficiente para se instaurar uma grande rixa: “afinal, onde devemos adorar?” - Pensavam eles. “No templo sobre o monte das bênçãos (Gerizim) ou no templo em Jerusalém”?

É bem fácil deduzir uma das principais afirmações que inflamavam as conversas. De um lado os judeus: “Deus habita no templo de Jerusalém, e é lá que precisamos adorar!” De outro lado os samaritanos: “Não! Deus habita no templo de samaria! Lá é a verdadeira casa de Deus! É lá que devemos adorar.”

Até que um dia Jesus Cristo se assenta perto de um poço. Inicia uma conversa com uma mulher samaritana. Creio que a maioria conhece a história, então vamos direto ao ponto. Em síntese a mulher pergunta para Jesus onde seria o local em que deveria adorar a Deus: em Samaria ou em Jerusalém. E Jesus lhe responde:

 

“Vocês, samaritanos, adoram o que não conhecem; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura.”  João 4:22,23

 

Como? Como adorar a Deus fora de um templo? Isso era uma questão a ser mais bem explicada. Então Jesus, mais a frente, começa a explicar uma maravilhosa intenção de Deus:

 

..."Se alguém me ama, guardará a minha palavra. Meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos nele morada.João 14:23

 

Morada? Como um Deus tão grande e tão poderoso poderia habitar em hum “pecador”? a resposta foi simples:

 

"Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.” João 17:20,21

 

Então Jesus Cristo morreu na Cruz. Esse evento foi tão poderoso, que Deus RASGOU O VÉU DO TEMPLO, como quem diz: CHEGA DE SEPARAÇÃO! NÃO HAVERÁ MAIS LIMITAÇÃO DE ESPAÇO ENTRE MIM E O HOMEM. Assim, Ele perdoou os nossos pecados, de maneira que hoje não sou mais um pecador, mas um salvo, lavado e remido pelo sangue de Jesus. O apóstolo João ainda disse:

 

“Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não está no pecado; aquele que nasceu de Deus o protege, e o Maligno não o atinge. 1 João 5:18

 

Bom, fomos resgatados. Livres do pecado, agora Deus habita em nós. O escritor da carta aos Hebreus assim diz:

 

mas Cristo é fiel como Filho sobre a casa de Deus; e esta casa somos nós, se é que nos apegamos firmemente à confiança e à esperança da qual nos gloriamos.Hebreus 3:6

 

Agora, sob a nova aliança em Cristo Jesus, podemos até nos reunir em santuários de tijolos e cimento, mas a VERDADEIRA CASA DE DEUS somos nós. E isso não é pensamento de desviados como alguns hereges tentam fixar na cabeça de pessoas sem conhecimento.

No livro de “Atos” assim ensina o escritor:

 

“O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, NÃO HABITA EM TEMPLOS FEITOS POR MÃOS DE HOMENS;Atos 17:24

 

Logo, você que aceita a Jesus como seu salvador, é a verdadeira Casa e morada de Deus. Entretanto. Desde os tempos antigos. Principalmente na idade média. Sempre houve uma pressão muito grande para convencer o povo que as grandes catedrais eram a casa de Deus. Resgatavam ensinamentos da antiga aliança com o povo judeu, para induzir o povo a trazer ofertas e dízimos vultosos. Às vezes, muitos davam o que não tinham, sob a pressão dos líderes eclesiásticos de que era necessário construir grandes templos para Deus. Quando na realidade só construíam um império para o homem.

Infelizmente, essa “prostituição doutrinária” assola muitas denominações. Certo é que não há pecado em se construir locais para reunião de santos (santuários). Mas a “prostituição doutrinária” começa a ocorrer quanto líderes esbravejam nos púlpitos dizendo que não podemos ser ingratos, que temos que construir ou embelezar mais a “casa de nosso Deus”.

Ora se querem melhorar o local de reunião, tudo bem. Mas não façam isso afirmando que Deus quer que construam catedrais para Ele habitar. Isso é profano! Pois na realidade, os grandes templos de tijolos só têm servido para erigir “impérios políticos e econômicos”; impérios que alguns líderes insistem em dizer que são para Deus, mas que na realidade, não passam de um desejo de poder, seja ele explícito ou implícito nos corações dos líderes.

Não passam de pequenos reinos que são transmitidos de pai para filho, e que inclusive geram brigas, supressão de talentos que poderiam ser frutíferos para o Reino de Deus, dissenções e as vezes ocultação de pecados para não comprometer a transição do império.

Enquanto, templos de pedras são erguidos. As verdadeiras casas de Deus estão abandonadas na necessidade, na angústia, sem pastores para conduzir sua vida emocional e espiritual.

Muitos têm usado o livro de Malaquias, capítulo 3 versículo 10 para promoverem verdadeiras coações. Alardeiam:

- assim diz o Senhor: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes.Malaquias 3:10

Alegam que quem não dá os dízimos e as ofertas estão roubando a Deus, usando o mesmo capítulo de Malaquias. Mas se esquecem de que Jesus instaurou uma nova aliança, e por ela, a casa de Deus são as pessoas, e aqueles que a roubam são os que deveriam cuidar delas.

Logo, meu irmão e irmã: cuide da Casa de Deus. Ou seja, você, sua família e seu próximo. Vá ao santuário se reunir com todos, mas lembrem-se: ali é apenas um local onde as verdadeiras moradas se reúnem.

Quanto a você líder e pastor. Lembre-se que terás que prestar contas. Lembre-se que não deves dar mais importância a construções de tijolos do que a vidas. Lembre-se que as ovelhas não são suas, são de Deus. Não ache que dízimos e ofertas são para enriqueceres na terra ou para construíres impérios que serão pulverizados por Deus antes da renovação dessa Terra.

O que estará ao seu lado para testemunhar de seu trabalho na terra serão almas e não tijolos. Cuide que ao menos suba para o céu. Se teu coração se embriagar com o poder desse mundo e seus encantos, além de não teres galardão, poderás perder o mais precioso: a sua salvação. Quem põe o seu coração em impérios terrenos, corre o risco de não estar em Cristo e consequentemente: não ir para o Santuário das moradas do altíssimo que é a Nova Jerusalém.

Pense nisso.

Deus vos abençoe.

 

“o profeta escondido”

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

HAVERÁ ARREPENDIMENTO NO CÉU.

Bom. Preciso antes dizer para vocês que não sou uma pessoa perfeita. Tenho minhas limitações. Não consigo ajudar todo mundo. Sinceramente até temo querer ajudar alguns, pois muitos tem se mostrado um tanto aproveitadores. Mas preciso melhorar diante de Deus. Ainda estou aprendendo a ser um cristão de verdade. Não sou o que muitos chamam de “santarrão”. Mas creio com todas as minhas forças que Jesus Cristo me libertou e me salvou. Nele estou, e quero continuar Nele abrigado.

CREIO QUE CHOQUEI MUITOS COM ESSE TEMA. Isso te chocou também? Peço-te perdão pelo tamanho do texto que vem por aí. Mas eu vou te explicar melhor se tiveres paciência de ler não essa postagem, mas sim esse estudo. Alguns talvez prefiram me criticar ou mesmo me abominar pelo que eu vou ensinar agora. Mas devo dizer que estou a décadas trilhando neste lindo caminho para o céu, e, neste período, examinando a bíblia, tenho visto algumas coisas que muitos ainda não enxergaram.  Preciso te dizer que o texto é longo, mas valerá a pena. Você saberá coisas da vida futura que muitos dos que se dizem pastores ou não sabem ou não querem te contar. Boa leitura.

 

Costumamos dizer que ao sermos transformados por Jesus Cristo, ante ao soar da última trombeta, não teremos mais dor, tristeza, morte, doenças, arrependimento, decepção entre outros. Bom. Eu concordo que não teremos mais dor, tristeza, morte, doenças, mas dependendo da maneira como você vive sua vida cristã, e desde que você não saia de Cristo, haverá sim decepção e arrependimento para alguns ao longo de da vida eterna, ainda que mitigada pelo êxtase celeste.

Muitos podem questionar: “Arrependimento e Decepção? Decepção e arrependimento com o que? Isso é uma heresia que você está dizendo! No céu só há alegria e contentamento!” . Bom eu sei que para cada alma pecadora que aceita a Jesus há festa no céu (Lc 15:7), mas o que acontece quando toda a grei celeste testemunha uma alma entrando no inferno? Você acha mesmo que há uma total indiferença entre os santos nos céus ou no coração de Deus? Qual é a reação de alguém que não está tendo prazer com algo? Veja o livro de Ezequiel 33:11.

Deus não tem prazer na morte de alguém que não está abrigado em Jesus Cristo. Logo, fica difícil imaginar que Deus ignoraria o tormento das almas que se perde. Deus sofre ao ver sua imagem e semelhança se perdendo. É certo que, no céu há alegria e contentamento, mas deixe-me mostrar algo que a grossa maioria daqueles que se dizem cristãos, principalmente daqueles que ostentam orgulhosos o seu título de pastor, não estão enxergando.

Bom, primeiro é necessário mostrar que no mundo espiritual há uma continuidade de sentimentos. Até porque Deus não aniquilará sua alma para te transformar num robô pré-programado a viver em êxtase no porvir. No livro de Apocalipse capítulo 6 versículo 9 e 10, nós observamos o relato de João, que teve a anuência de Deus para enxergar ocorrências na atmosfera espiritual futura. Ao apontar a reação das almas que haviam sido mortas por causa da palavra de Deus e do testemunho que derem, ele deixa uma valiosa informação.

Na referida visão de João, as almas estavam debaixo do altar de Deus, mostrando se tratar de um evento após a cruz e após a validação da nova aliança em Cristo Jesus. Isso porque, antes do paraíso estar debaixo do altar, ele fazia parte do mundo dos mortos, ao  lado do que chamamos inferno, separados apenas por um grande abismo (lembram da parábola do Rico e Lázaro).  Essas almas clamavam: "Até quando, ó Soberano Santo e Verdadeiro, esperarás para julgar os habitantes da terra e vingar o nosso sangue? "

Ora, no céu há mágoas? É OBVIO QUE NÃO. Mas no céu as almas lembram-se do que aconteceram na Terra? É ÓBVIO QUE SIM. Tanto é que essas almas pedem justiça a Deus. Caso contrário a bíblia não diria que a alma de Abel clamou ao Senhor desde o mundo dos mortos; ou mesmo informaria que a alma de Abraão teve a informação, de outras almas que iam chegando do mundo dos vivos, de que existiam Moisés e os profetas na Terra. Quem disse que Abraão foi informado? Abraão havia morrido há mais de 400 (quatrocentos) anos antes de Moisés nascer, como vocês acham que ele tomou conhecimento da existência desses?

A realidade é que as almas lembram-se do que lhes aconteceu na Terra e têm sentimentos quanto a isso. É claro que o sentimento é mitigado, ou seja, suavizado pela alegria de ter Jesus Cristo ao seu lado. Alguém pode dizer: “mas isso está relacionado às almas antes do arrebatamento.” Elas ainda não foram transformadas e coroadas.

Ok. Então vejamos qual o sentimento apontado no livro de apocalipse, de pessoas que, obviamente tendo ressuscitado e adentrado no Reino de Deus, já receberam suas coroas: A bíblia diz em Mateus capítulo 19:28 que Jesus assim anunciou aos seus discípulos: “Digo-lhes a verdade: Por ocasião da regeneração de todas as coisas, quando o Filho do homem se assentar em seu trono glorioso, vocês que me seguiram também se assentarão em doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel.

Ora, o cumprimento dessa palavra vemos em Apocalipse. Quando João, tendo a autorização para contemplar o futuro viu 24 (vinte e quatro) anciões assentado em 24 tronos, dos quais 12 (doze) certamente eram os apóstolos de Jesus Cristo. Já transformados e já coroados. E nesse instante, em que eles estão diante do Cordeiro, agem de forma inusitada. Em apocalipse capítulo 4 versículos 10 e 11, observamos os vinte e quatro anciões, pegando as coroas que estão sobre a sua cabeça, lançando sobre os pés daquele que vive para todo o sempre e dizendo: "Tu, Senhor e Deus nosso, és digno de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas, e por tua vontade elas existem e foram criadas".

Ora, nenhum ser humano toma essa atitude se não tiver memória de quem é ou de quem foi. Entre humanos, essa reação advém, em face de um olhar para o passado e ver de onde vieram e como foram resgataram. Ora, eles poderiam pensar: bom se estou aqui é porque mereço, vou apenas me ajoelhar, pois Ele é digno de louvor. Ocorre que o ato de retirar uma coroa da cabeça, traduz o seguinte pensamento: eu sei que recebi essa coroa porque venci. Mas sei que quem está na minha frente me proporcionou isso. Sei o que ele fez por mim. Sei quem fui. Sei que não merecia ter tanto. Só recebi pela graça. Já tenho a honra de estar do lado Dele. Isso já me é muita glória. Digo é Ele de receber todo o louvor.

Alguém pode ainda dizer: mas nós seremos com Cristo é.

Verdade. E vocês lembram como Jesus Cristo se comportou quando já havia ressuscitado. Ele mesmo disse que já tinha todo o poder, quando sentou com eles ao redor de uma fogueira para tratar do trauma psicológico de Pedro, que o havia negado. Ao redor de uma fogueira Pedro o negou três vezes. Ao redor de uma fogueira, Jesus fez Pedro reconsiderar seu amor por três vezes e o sarou. Jesus esqueceu o que Pedro fizera? De maneira nenhuma, Ele é onisciente e precisava lembrar para sara-lo. Não jogou na cara de Pedro a negação, mas a substituiu por amor, na mesma atmosfera.

Se Jesus, que se fez humano, se fez primogênito dos que ressuscitarão, lembra de tudo o que passou com Ele, nós que seremos como Ele é, esqueceríamos? Se você disse que sim, acabou de desconsiderar 1 João 3:2. Nós seremos semelhantes a Ele, pois só há primogênito se houver outros filhos do mesmo Pai.

 

Bom, entenderam que após essa vida, nós nos lembraremos de tudo? E Por favor, não me digam que não teremos lembranças, porque eu teria que imaginar um cômico encontro entre dois cristãos no céu, recebendo o comando para louvarem, e ambos dizendo: por que você está cantando para aquele homem no trono e dizendo que Ele é digno? O outro responderia: NÃO SEI. Não me lembro de nada. Mas vamos seguir o fluxo. Siga a maioria. Isso é ridículo de imaginar. Se há esquecimento também não há gratidão.

Muitos dizem: mais está escrito que não haveria lembranças de coisas passadas e que Jesus enxugaria todas as lágrimas. Verdade: não vai ter mais torre Eiffel para lembrar que Paris esteve ali; não haverá mais estátua da liberdade para identificar onde localizava-se os Estados Unidos e nem a montanha do “pão de açúcar” para dizer que o Rio um dia se localizou naquele ou nesse ponto; não haverão monumentos (lembranças), que sirvam de lembrancinhas do mundo em que viveram. Entenderam? Essas são as lembranças que não existiram. Mas as memórias continuarão. Verdade: a bíblia diz que Jesus enxugará todas as lágrimas, mas para se enxugar lágrimas é necessário que elas existam.

Bom entendido isso, vou mostrar que na eternidade celeste, muitos que julgavam estar trabalhando para Jesus, ficarão decepcionados logo no dia do galardão e se arrependerão de suas ações a cada vez que se lembrarem.

Tenho visto muitos pastores correndo para erguer verdadeiros impérios, e ainda dizendo que tudo isso é para Deus. Imagino Deus dizendo nos céus: “ele não entendeu a bíblia ainda!!!”. Tenho visto muitos valorizando, ao extremo, as construções de catedrais e dizendo que tudo isso é para Cristo. Investem milhões em tijolos e pedras, mas pouco investem em vidas humanas que necessitam de cuidados. Chamam os santuários de templos e igrejas, quando na realidade a bíblia diz que templo e igreja são os seres humanos que os frequentam.

No dia em que Jesus Cristo julgar as obras de cada um de nós, para nos galardoar, imaginem a situação: milhões de santos testemunhando o julgamento das obras de cada um. Lá vem entrando um dos que foram destaques eclesiástico na Terra, mas que teve a alegria de estar em Jesus antes que se perdesse. Construíra centenas de congregações e “igrejas” de tijolos, ferros, e argamassa da melhor qualidade; colocou as melhores poltronas no meio da igreja; investiu pesado em grandes aparelhagens de sons, e diante de Jesus diz o que fez. Jesus com um olhar terno olha para ele, quem sabe lhe pergunta: mostre-me aqui essas obras.

Note que não estou falando de salvação. Estou falando de galardão. A salvação é pela graça, não vem das obras.

Imagine a resposta: FICOU LÁ NA TERRA SENHOR. Agora imagine Jesus lhes respondendo: aquela que acabo de ser destruída no fogo? AS OBRAS DE TODA A SUA VIDA FORAM AQUELAS QUE QUEIMEI NO FOGO COMO PALHA?

Você acha mesmo que tal pessoa vai sorrir ao ouvir isso? Você acha mesmo que ele terá uma manifestação de alegria sobrenatural ao saber que tudo aquilo foi como palha ao olhos de Cristo? Qual o sentimento que chega próximo ao que uma pessoa dessa sentirá? Eu te digo: DECEPÇÃO.

Mas Jesus é terno. Ainda pergunta: O QUE TENS AQUI em suas mãos para apresentar?

MUITOS NÃO TERÃO NADA.

Pensaram que poderiam viver na Terra a velha aliança, em tempos de nova aliança. Investiram em templos em que Deus não habitava e abandonaram as almas que lhes vinham pedir ajuda psicológica, econômica, material e emocional. Preferiam se enganar achando que construindo templos, como na velha aliança, estavam construindo casas para Deus, e esqueceram-se do que o apóstolo Paulo disse: “DEUS NÃO HABITA EM TEMPLOS FEITOS POR MÃOS HUMANAS (Atos 17:24)

Cuidavam com as paredes dos edifícios construídos, mas baixavam duras incumbências sobre os ombros das verdadeiras moradas de Deus. Esses, que pela graça vierem a conquistar a salvação, Não terão galardão. É certo que pelo menos foram salvos, pois muitos outros pastores que muitos se embebedaram na corrupção da Terra não chegaram sequer a ter o privilégio de estar diante de Cristo.

MAS AGORA IMAGINE AQUELE CRISTÃO, QUE ÀS VEZES NEM LEVADO AO MINISTÉRIO TERRENO DE PASTORES FOI, TALVEZ PORQUE NÃO SE ENCAIXAVA COM OS INTERESSES DO CHAMADO “MINISTÉRIO LOCAL”, CHEGANDO DIANTE DE CRISTO:

JESUS O PERGUNTA: o que tens para apresentar?

ENTÃO ELE LHE DIZ: Senhor, não consegui fazer parte do ministério na Terra. Não consegui ser um destaque entre os cristãos. Não sei o que posso apresentar.

JESUS LHE OLHA E DIZ:

Eu sei. E faz a chamada: Marcos, Manoel, Maria, Suzana, Júlia, Dalva, Cristóvão e mais uns vinte outros nomes, venham aqui.

O humilde irmão os reconhece: mas você é aquela vendedora de doces que eu vi chorando na calçada um dia; e vocês são aquele casal que estavam passando fome em casa quando fui visitar; você é aquela moça que me disse que queria tirar sua própria vida. Você é aquele que quase morreu nas drogas. E assim vai. Eles o abraçam e dizem: obrigado. Se você não tivesse nos falado de Jesus, não estaríamos aqui. Se você não tivesse repartido aquele quilo de feijão conosco, teríamos abandonado a fé por não vê mais amor em ninguém; se você não tivesse se atrasado para o seu trabalho para conversar comigo no meio da rua, eu teria ido para o inferno naquele dia.

Imagine as lágrimas de alegria daquele homem e ele dizendo: mas isso não foi nada demais.

JESUS CRISTO LHE DIZ:

Sim meu filho. Essas são minhas moradas. Você garantiu um lugar para mim no coração deles. Eles são meus templos, minhas casas. Eu arrumei o coração deles, e foram livres de irem para o inferno e isso porque você investiu neles. Eu morri por essas almas, e quando você se importou com elas, você se importou comigo. Elas são o bom tesouro que você enviou para mim. Bem está servo bom e fiel. No pouco foste fiel. No muito te colocarei.

 

Uma sessão de abraços com aquelas almas é desfrutada. As lágrimas de alegrias caem dos rostos. E não me venham dizer que não haverá lágrimas de alegria. A bíblia é clara ao dizer que as lágrimas serão enxugadas. Mas entenda, não se enxuga aquilo que não existe. Se não houvesse lágrimas não haveria necessidade de enxugar nada. A palavra utilizada no grego “enxugar” remete a ideia de obliterar, ou seja, enxugar de pouco a pouco.

Agora imagine o sentimento do pastor que preferiu erguer impérios. Imagine aquele que teve a alegria não perder a salvação, ainda que sem obra alguma que tivesse valor para Deus. Imagine ele caminhando pelas ruas de ouro, e vendo as muitas almas abrançando os seus pastores e irmãos que lhes ajudaram a chegar na terra, e ele não tendo ninguém lhe dizendo: você me ajudou. Você investiu em minha alma. O que você acha que ele sentirá? ALEGRIA? Deixe-me conjecturar o pensamento dele. Imagine ele dizendo: Meu Jesus! Por que eu não investi em almas? Por que eu me iludi com coisas que foram queimadas e não mais existem? Eu poderia ter trazido tantas almas. Meu Deus!!! Quantas foram para o inferno, porque eu achava que era grande. Fui grande na Terra, mas tornei-me pequeno no céu.

Jesus Cristo o abraçará e lhe dirá. Eu estou contigo. Eu sofro por ver tantos no inferno. Eu entendo o que sentes. Mas apesar disso, o sentimento continuará. Por que? Porque se você terá a mente de Cristo. Jamais se conformará que existem almas que você conheceu, que sorriu ao lado dela, que teve a chance de salvá-la, estão no inferno.

Você acha que Cristo se alegra ao ver almas no inferno? Sim ou não? Não? Bom, se a cabeça lamenta a perda, você como corpo acha que será isento do sentimento?

Amigos, eu sei que alguém pode dizer: o que importa é ser salvo. Se eu for salvo já está tudo bem. Isso é um sentimento egoísta. Mas. Tenho uma excelente notícia para você: se você crê que Jesus Cristo é o Filho de Deus e que Deus o ressuscitou dos mortos. Você está salvo. Logo, se estás em Cristo, não és mais pecador.

Mas entenda: assim como alguém lamenta não ter tomado a iniciativa para puxar uma pessoa da frente de um carro, vendo-a morrer, e depois se perguntando durante o velório dela, onde seus filhos choram sobre o caixão: E se eu a tivesse puxado? Assim a alma sem galardão vai se questionar: “E SE?”.

ESSE “E SE” será o agente de decepção no dia do julgamento e de arrependimento ao longo da eternidade. Não um arrependimento como o que há no inferno, mas um arrependimento de saber que almas estão no sofrimento eterno, porque julgou que construções de tijolos eram mais importantes do que vida; Porque preferiu chamar construções de “igreja”, desconsiderando que a igreja eram vidas; Porque preferiu chamar um ‘santuário” de “templo”, quando o templo era o corpo humano.

QUAL É A OBRA QUE TEM VALOR PARA DEUS? AQUELA QUE ELE TERÁ PARA SEMPRE AO SEU LADO.

Podemos construir santuários? Claro que sim. Isso é bom. É bom ter um lugar para reunir os santos. Mas entenda. A prioridade é para almas. O investimento no Reino de Deus se faz ajudando pessoas, resgatando vidas, alimentando famintos, dando assistência a pessoas necessitadas, e claro, dentro dos limites de suas forças.

Construir edifícios não é investimento no Reino de Deus, destinar dízimos para fins torpes não é investimento para o reino de Deus. Trabalhar na obra de Deus não é exercer um cargo dentro de denominações ou dar dinheiro para construções. Isso não é investir na obra de Deus!!! Fale ao aflito. Ajude a alguém. Não precisa ajudar além do que você pode. Se você der metade de seu pão já é alguma coisa. Fale para alguém que Jesus Cristo o ama. As vezes a pessoa só precisa saber que é amado.

Não estou dizendo que tudo quanto é de necessitado você deve trazer para sua casa, isso seria insano. Pois não deves extrapolar seus limites de atuação. Isso pode te destruir. Mas faça ao menos aquilo que você pode fazer.

Por fim, aí vai uma palavra aos pastores profanos que pensam que Deus não os vê:

Cuidado para você não se distanciar demais de Cristo, pensando que és grande; Cuidando com a embriaguez do poder e os adultérios encobertos; cuidado com os encantos do sucesso eclesiástico;  cuidado com o desprezo para com as almas, pois pode ser que saias tanto da presença Dele, que nem o privilégio de ter obras avaliadas terá. Quantos pastores irão para o inferno, porque se embriagaram com o poder eclesiástico terreno. Quantos estão pisando o sangue de Cristo, para manterem arrecadações forçadas de membros. Quantos se tornaram lobos, que não veem mais almas sentadas nos bancos, mas sim moedas de troca a serem usadas em tempos de políticas e como investimentos que lhes renderão lucros.

Tudo bem zelar pelo santuário de Pedras, mas não o coloque como prioridade. As almas vão para o céu. Construções terrenas não. Viva nesta terra, ajuntando tesouros nos céus. E qual é a única coisa desta Terra que poderá ser levada para o céu com valor inestimável? Eu te respondo:

ALMAS HUMANAS.

Pense nisso.

A paz do nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco.

 

            “O profeta escondido”.

DÍZIMOS NÃO MAIS AFASTAM O DEVORADOR.

  A paz do Senhor Jesus Cristo povo lindo. Permitam-me compartilhar um estudo bíblico com vocês. Confesso que é um pouco comprido, mas enten...